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Associativismo

Sport Alenquer e Benfica lança primeira caderneta de cromos do clube

Isidro Patrício realçou o pioneirismo da iniciativa nos clubes do concelho de Alenquer
À beira de completar 69 anos, o Sport Alenquer e Benfica tem pela primeira vez na sua história uma caderneta oficial de cromos com mais de 300 atletas das modalidades de futebol, futsal e hóquei em patins. A iniciativa pioneira no concelho de Alenquer foi apresentada publicamente no passado dia 21 de Dezembro, no Pavilhão Municipal de Alenquer, numa cerimónia que contou com a presença de um número considerável de atletas, associados e adeptos do clube encarnado das Paredes.   
O lançamento da caderneta oficial de cromos do Sport Alenquer e Benfica 2012/2013, sendo uma forma de motivar os jovens atletas de todos os escalões, das três principais modalidades, que poderão assim guardar uma recordação da sua passagem pelo clube, tem como objetivo a angariação de receitas para o clube. “Todas as iniciativas são importantíssimas para manter a porta aberta, porque nós temos poucos apoios ou quase nenhuns; temos feito inúmeras organizações e esta é só mais uma para conseguir fazer face às enormes despesas que temos atualmente”, explicou ao Nova Verdade Isidro Patrício, presidente da direção do Alenquer e Benfica, afirmando-se otimista quanto ao sucesso da caderneta de cromos do clube.
Cada caderneta custa seis euros e cada caderneta de cinco cromos fica por 50 cêntimos. Os interessados podem adquirir a caderneta e os cromos na Tabacaria “A Nau” e na Papelaria Bravíssimo, ou na secretaria do clube. 

01JAN2013


Associação Desportiva do Carregado apaga 62 velas com críticas à câmara

 José Aurélio Lameiras não poupou críticas à Câmara de Alenquer
Com bolo, com jantar de confraternização que reuniu mais de uma centena de associados, e com críticas à Câmara de Alenquer pela alegada “falta de apoios” ao clube e ao associativismo concelhio em geral. Foi assim que a Associação Desportiva do Carregado (ADC) assinalou, no passado dia 8 de dezembro, 62 anos de história. 
O ponto alto da festa de aniversário, que decorreu no pavilhão multiuso da ADC e contou com a presença dos vereadores da oposição, Nuno Coelho e Eurico Borlido, e do presidente da Junta do Carregado, José Manuel Mendes (PSD), entre outros convidados, correspondeu à homenagem prestada aos sócios com um quarto de século de filiação no clube. Com emblema de prata, correspondentes a 25 anos de inscrição, foram contemplados 42 associados. 
Já os galardões com que a direcção da ADC decidiu este ano distinguir, pela primeira vez, algumas personalidades ligadas à vida do clube, foram entregues ao treinador da equipa sénior de futebol, Sérgio Ricardo (“Prestígio 2012”), e ao capitão da equipa, Paulo Moisão (“Atleta 2012”), recebendo os associados José Rufino, João Rocha e Henrique Bernardo o prémio “Dedicação”. 
Na intervenção que dirigiu aos presentes, o presidente da direcção da ADC, José Aurélio Lameiras, fez uma resenha da atividade desenvolvida pelo clube e realçou o “importante papel social” que o mesmo desempenha, não poupando críticas à Câmara de Alenquer pela alegada “falta de apoios” ao clube em particular e ao movimento associativo do concelho em geral. “A ADC é o clube mais representativo do concelho de Alenquer, com as equipas de futebol sénior e de juniores a competirem nos respectivos campeonatos nacionais, levando a todos os cantos de Portugal o nome do nosso concelho. O futebol de formação do clube, onde evoluem diariamente cerca de 150 jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, distribuídos pelos escalões de escolas, benjamins, infantis de 7, infantis de 11, iniciados, juvenis e juniores, a competirem nos mais importantes campeonatos organizados pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Associação de Futebol de Lisboa, é um projecto de aprendizagem de futebol de grande sucesso”, disse o líder do clube carregadense, salientando ainda “a dinâmica da Escolinha de Futebol de recreação, onde evoluem cerca de 100 crianças dos 4 aos 12 anos, que é também um projecto de enorme sucesso desportivo, educativo e social, a importância das modalidades de ginástica, praticadas diariamente por cerca de 500 jovens que ao longo dos anos nos têm premiado com títulos de campeões distritais, regionais e nacionais, e o papel do nosso Centro Recreativo na promoção de actividades recreativas, culturais e lúdicas proporcionadas exclusivamente aos filhos dos sócios”.
Considerando todas as valências manifestadas, José Aurélio Lameiras apontou baterias à Câmara de Alenquer, considerando que “deveria assumir um papel muito interventivo no clube e em todos os clubes e colectividades e associações do concelho, contribuindo com incentivos para a formação de jovens atletas, atribuindo apoios para a melhoria das infra-estruturas dos clubes e para a criação de novos equipamentos desportivos, apoiando e dinamizando as actividades desportivas e recreativas organizadas pelos clubes e associações deste concelho, protegendo outras formas de actividade sociocultural caracterizadoras da nossa identidade, promovidas e organizadas pelos clubes concelhios, e por último, definindo estratégias que privilegiem apoios e incentivos de parcerias com os clubes, colectividades e associações do concelho”. “Contudo, não tem sido este o caminho seguido pelo município, demonstrando uma enorme falta de sensibilidade no apoio directo aos clubes e colectividades do concelho. Isto, apesar de ser reconhecido por todos que o desporto é cada vez mais um factor de identidade cultural e um vector importante da formação das gerações, que contribui para a dinamização da vida local e para a melhoria da qualidade de vida da população, sustentou o dirigente, admitindo que “a falta de apoios do nosso município, em parte condicionada pela Lei dos Compromissos e pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo, estão a criar novos desafios ao associativismo e estão a condicionar o funcionamento, a organização e até mesmo a sobrevivência dos clubes e colectividades do concelho”. 
À margem da cerimónia, José Aurélio Lameiras afirmou ao Nova Verdade que “o clube não recebe qualquer apoio da Câmara de Alenquer desde Junho de 2010”. “Temos 2000 sócios, mas nem todos pagam, porque a crise está a reflectir-se nas famílias, sendo que o clube tem despesas fixas na ordem dos 4000 euros mensais e não é fácil chegar ao fim do mês e conseguirmos pagar essas verbas”, concluiu.

15DEZ2012




Sociedade Recreativa do Camarnal está a comemorar 50 anos de vida

Programa comemorativo prolonga-se até ao início de janeiro 
A Sociedade Recreativa do Camarnal está a promover um conjunto de iniciativas destinadas a assinalar o seu 50º aniversário, que se completa a 1 de janeiro. Um concerto da Banda Filarmónica de Alenquer, baile, torneio de futebol (Taça Amizade 2012) e um torneio de matraquilhos são alguns dos eventos já organizados no âmbito do programa comemorativo, que engloba ainda uma prova de karting, no Campera, entre outras realizações, tendo como corolário o já tradicional almoço-convívio na sede da prestigiada coletividade da freguesia de Triana, durante o qual serão entregues aos associados com 50 anos de inscrição os respetivos emblemas de ouro.
A Sociedade Recreativa do Camarnal nasceu do sonho de criar uma coletividade que pudesse corporizar uma referência social, recreativa e desportiva capaz de  servir  toda a comunidade. O Camarnal, conquanto se localizasse perto da sede do concelho, estava estruturalmente atrasado, sem quaisquer condições de desenvolvimento, isolado e, por isso mesmo, carecido e recetivo a qualquer movimento tendente a quebrar a inércia a que estava votado.
Em  1 de janeiro de 1963, um plenário dos cidadãos deliberou instituir a Sociedade Recreativa do Camarnal. O primeiro momento marcante da nova coletividade concelhia dá-se a 4 de setembro do mesmo ano, protagonizado pela sua equipa de futebol, “Os Faíscas do Camarnal”, que enfrentou o Sporting Clube de Alenquer, no Campo do Prado, localizado à entrada da sede do concelho.
O Governo Civil deu, em 9 de Julho de 1964, forma institucional à nova coletividade que elegeu, a 1 de Janeiro de 1965, os primeiros corpos gerentes. O objetivo delineado de construir uma sede teve início em 1963, ganhou consistência e só se concretizaria completamente 14 anos mais tarde. Em 1 de Maio de 1976 foi fundado, sob a égide da Sociedade, o Grupo de Teatro “A Semente”, que chegou a ter grande notoriedade, dentro e fora do concelho, antes de desaparecer oito anos mais tarde.
Em 1977, a coletividade começa com novas modalidades desportivas, nomeadamente a  luta greco-romano, futebol de salão (recativado) e ténis de mesa. No ano seguinte ocorreu a I Prova Pedestre e iniciaram-se aulas de música, valência que, todavia, acabou por não vingar. O futebol continuou a acontecer de um modo intenso e participativo, com vários atletas formados na escola da coletividade a engrossarem os clubes onde a prática do futebol é o seu principal suporte.  
O atletismo, desde sempre acarinhado e praticado na coletividade, foi guindado a disciplina de monta, em 1980, através da organização do I Grande Prémio de Atletismo do Camarnal.
Em 1988, quando a desejada construção de um complexo desportivo começou a ganhar consistência, a partir da aquisição de 42 mil metros quadrados de terreno, por despacho do Primeiro-Ministro, publicado no Diário da República II Série de 2JAN88, a Sociedade Recreativa do Camarnal foi declarada de Utilidade Pública. 
Atualmente, a Sociedade Recreativa do Camarnal oferece um leque de actividades tão variado como atletismo, duatlo, setas, BTT, ballet, futsal, ginástica e taekwondo, envolvendo cerca de uma centena de atletas. Entre as organizações mais emblemáticas que promove regularmente, destaque para o Grande Prémio de Atletismo do Camarnal e para a Maratona de BTT.

01DEZ2012


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