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domingo, 13 de outubro de 2019

Traficante de droga com 16 anos de idade apanhado com livro de registo de devedores

A GNR de Alenquer prendeu, na sexta-feira de madrugada, um jovem de 16 anos, no Carregado, apanhado com estupefacientes e um livro onde apontava o nome dos clientes que lhe deviam dinheiro e respetivas quantias.
O jovem, estudante, tinha cerca de 50 gramas de erva e vestígios de haxixe e MDMA.
A GNR apreendeu-lhe utensílios para plantação de drogas. Ficou com apresentações às autoridades e está proibido de sair do concelho.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Centro de Formação Militar e Técnica tem novo Comandante

O coronel Rui Romão assumiu o Comando do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA), na Ota, no dia 26 de setembro, substituindo o coronel Bispo dos Santos, que ocupava o cargo desde 18 de outubro de 2016.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Joaquim Borrego, presidiu à cerimónia, na presença de altas individualidades civis e militares.
Houve lugar para a habitual apresentação das Forças em Parada, integração do Estandarte Nacional na formatura, entrega da Carta de Comando ao novo Comandante e do Brasão de Armas do Comandante da Unidade ao Comandante Cessante, que neste dia foi também agraciado com a Medalha de Serviços Distintos, grau Prata.
A cerimónia terminou com o desfile das Forças em Parada.

Fonte: https://www.emfa.pt/

Entregue petição a pedir a remunicipalização da água em Alenquer

Uma petição com mais de seis mil assinaturas, a pedir a redução do preço da água no concelho de Alenquer e o fim da privatização do serviço e consequente remunicipalização, foi entregue na passada sexta feira na Assembleia Municipal.
Com a petição, a que a agência Lusa teve acesso, os subscritores pretendem “reduzir as tarifas de água e saneamento” e “forçar o executivo autárquico a remunicipalizar a distribuição e a exploração da água de abastecimento público”.
No documento é referido que a câmara municipal vendeu à EPAL a exploração de captações de água existentes na Ota, sem obter benefícios, enquanto os consumidores do concelho “pagam a água mais cara de todo o distrito e dos distritos vizinhos” em resultado da privatização do serviço à Águas de Alenquer em 2004.
A petição foi promovida pelo movimento de cidadãos intitulado Alenquer Água Justa, que, através das redes sociais, mobilizou a população para ir à reunião da Assembleia Municipal.
Os 30 lugares da galeria destinada ao público foram insuficientes para as dezenas de cidadãos que apareceram na sessão.
A Assembleia Municipal aprovou também por unanimidade recomendações feitas à câmara pela Comissão de Ambiente, Mobilidade, Ordenamento do Território e Urbanismo da assembleia, entre as quais rejeitar qualquer proposta de aumento das tarifas e reduzir a taxa de rentabilidade da concessionária.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Utentes de Alenquer ameaçam não pagar mais pelos passes do que os concelhos vizinhos

Utentes de transportes públicos do concelho de Alenquer admitem recorrer a várias formas de luta caso a Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIMOeste) e a Área Metropolitana de Lisboa (AML) não cheguem a um acordo para baixar os preços dos passes sociais que servem as duas regiões. Os protestos podem avançar já em Outubro e, segundo uma porta-voz dos utentes, podem passar pela recusa do pagamento do diferencial cobrado aos utentes do concelho de Alenquer por comparação com o que pagam os residentes do vizinho concelho de Vila Franca de Xira. O presidente da Câmara de Alenquer e da CIMOeste reconhece que há algum impasse, mas promete insistir com os responsáveis da AML.
O problema tem a ver, fundamentalmente, com a inexistência de um passe único inter-regional que sirva a região Oeste e a AML. Como consequência disso, os utentes residentes nos concelhos do Oeste que viajam regularmente para a AML podem comprar um passe metropolitano por 40 euros, mas têm que pagar também um passe para circularem no Oeste, que custa outros 40 euros. E muitos não estão de acordo com esta situação, sobretudo os que residem na vila do Carregado (cerca de 15 mil habitantes), que vivem a cerca de 1 quilómetro do concelho de Vila Franca de Xira e da AML e vêem-se, assim, obrigados a pagar o dobro dos seus “vizinhos” que residem do outro lado da “fronteira” entre as duas regiões.
Maria José Reis, professora de profissão, fala em nome de muitos utentes. Trabalha em Lisboa, tem carta de condução, mas por opção de vida não tem carro e prefere os transportes públicos. Mas, por uma questão de princípio, não consegue aceitar as “injustiças” geradas por este novo mecanismo de fixação de preços de passes sociais apoiados. A munícipe esteve, em Julho, na reunião de Câmara de Alenquer e, como prometido, voltou esta segunda-feira, para perceber se havia evolução nas negociações entre a CIMOeste e a AML para a criação de um passe único inter-regional.

domingo, 25 de agosto de 2019

Descoberta em Alenquer uma das maiores muralhas do país do Calcolítico

Arqueólogos portugueses e espanhóis descobriram em Alenquer uma muralha monumental, uma das maiores do país do período Calcolítico, com quatro a cinco mil anos, após terem realizado este mês as primeiras escavações.
A uma altitude de 170 metros, em pleno Canhão Cársico da Ota, agora classificado como paisagem protegida de âmbito local, foi descoberto “um recinto murado com cinco mil anos”, os primeiros vestígios do que poderá vir a ser um povoado pré-histórico, disse à agência Lusa o arqueólogo André Texugo Lopes.
Através do motor de localização por satélite Google Earth, o arqueólogo já tinha conseguido identificar a estrutura murada pré-histórica, mas, devido à vegetação densa, só os trabalhos de desmatação e as escavações deste ano permitiram pô-la em parte a descoberto.
“Já identificámos quatro a cinco metros de largura da estrutura e um comprimento de 150 metros” afirmou o investigador do Centro de Estudos Geográficos e do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, apontando para que seja “provavelmente a maior estrutura pré-histórica deste tipo de sítios”.
As escavações, realizadas em conjunto com Ana Catarina Basílio, investigadora do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano da Universidade do Algarve, com a colaboração de arqueólogos da Universidade de Coimbra, da Universidade Autónoma de Madrid e da Universidade de Jaén (Espanha), permitiram perceber que o muro possui uma altura conservada de 1,4 metros, apesar de ter vários derrubes identificados.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Empresário de Macau investe em vinhos na zona de Alenquer

Wu Zhiwei, um empresário de Macau, está a apostar nos vinhos portugueses e já produz atualmente "mais de cem mil garrafas", na zona de Alenquer, a 50 quilómetros a norte de Lisboa.
"Há mais de dez anos já tinha em mente investir em Portugal. Uma ideia que foi amadurecendo", disse Wu Zhiwei, em entrevista à Lusa.
No entanto, o investimento só se concretizou em 2015, à "boleia" do projeto chinês "Uma Faixa, Uma Rota" e depois de uma viagem por Portugal para conhecer grandes produtores de vinho.
"Os vinhos portugueses têm elevado valor e são bons. Pena que apesar de terem qualidade não sejam, de um modo geral, conhecidos em outros países", afirmou o empresário, que pretende dirigir os seus vinhos sobretudo para os mercados europeu e chinês.
Uma quota de 20% da produção total fica para comercializar em Portugal, "todo o resto é para exportação", disse.
Sem precisar o montante investido, Wu Zhiwei quer criar, a longo prazo, uma marca reconhecida mundialmente, que traduza a qualidade do vinho português.
"Qualquer empresário quer ter lucros e ninguém investe para ter prejuízos, mas sendo de Macau quero que o vinho português seja mundialmente conhecido", afirmou.

Aumento do preço da água divide Câmara e Águas de Alenquer há três anos

A Câmara e a Águas de Alenquer mantêm há três anos negociações decorrentes de um pedido de reequilíbrio financeiro feito pela concessionária, por terem posições diferentes quanto ao eventual aumento da fatura da água, disseram hoje os seus responsáveis.
À agência Lusa, o presidente da câmara, Pedro Folgado, e Tiago Carvalho, da administração da Águas de Alenquer, recusaram divulgar o valor da indemnização pedida pela concessionária desde 2016 e atualizada em 2018, por haver consumos abaixo do contratualizado em 2004, quando se previa um aumento populacional com a construção do aeroporto na Ota.
O reequilíbrio financeiro pode ser pedido sempre que há um desvio superior a 20% ao contratualizada e pode ser efetuado através do aumento das tarifas, do pagamento de uma compensação pelo município, por investimentos que este venha a realizar na rede ou pela conjugação de várias destas variáveis, previstas no contrato.
Segundo a empresa, "todos os cenários estão em cima da mesa das negociações", admitindo que as "partes estão a convergir para um cenário", que não disse qual é.
Já o presidente da câmara, Pedro Folgado, manifestou não estar "disponível para aumentar tarifas", defendendo que "cada vez vive mais gente em Alenquer e que os consumos aumentaram".
Tiago Carvalho esclareceu que o aumento do número de consumidores "tem impacto favorável, mas não é suficiente para repor o equilíbrio financeiro" face ao que foi contratualizado em 2004.